Serra Catarinense: Roteiro perfeito e completo para sua viagem

A serra catarinense é o local mais frio do Brasil e o único lugar no qual você pode ter certeza de que, no inverno, terá neve. Contudo, esse ponto turístico que fica somente a duas horas de carro do litoral de Santa Catarina não encanta somente pelo clima atípico, mas principalmente, por sua beleza.

Ao todo, a serra catarinense passa por 17 municípios – todos muito bem adaptados com infraestrutura turística, contendo várias opções de hospedagens e charmosos restaurantes e lanchonetes pela estrada.

O pré-requisito para fazer o roteiro perfeito pela serra catarinense é a habilidade do motorista. Afinal, são 298 curvas para se aventurar e picos que atingem os 1.827 metros de altura, onde ficam as cidades de São Joaquim e Urubici. Para quem não dispõem de carro, há algumas companhias de ônibus que fazem o trajeto – mas vale dizer que não é a mesma emoção.

Antes de partir para as serras catarinenses confira, aqui, dicas importantes que vão facilitar a programação da sua viagem.

Neste post você vai descobrir:

  • Roteiro completo pela serra Catarinense;
  • Pontos turísticos da Serra Catarinense;
  • Quais são as serras de Santa Catarina;
  • Onde comer na serra catarinense;
  • Onde ficar na serra catarinense;

Roteiro Completo pela Serra Catarinense

Abaixo, segue um roteiro completo pela Serra Catarinense. Fique sabendo que ele foi programado para 7 dias, contudo, é possível adaptá-lo excluindo ou adicionando pontos turísticos – afinal, não falta o que fazer na serra catarinense.

Dia 1 – Cascata do Avencal, Caverna Rio dos Bugres, Morro da Igreja

Para quem já parte do local de destino de carro e parte de Urubici, a primeira parada deve ser feita em um dos charmosos chalés da região. O cardápio conta com bolos, tortas e almoços quentes para combinar com o cenário do campo.

O primeiro ponto turístico para colocar na sua rota é a Cascata do Avencal, a qual fica sob um enorme cânion com queda d’ água – aos corajosos, o local permite se aventurar na tirolesa. Além disso, lá de cima tem uma vista panorâmica da cidade (ideal para fazer lindas fotos).

Cascata do Avencal, serra catarinense

Antes de voltar para a estrada faça uma parada rápida pela trilha do cânion para conhecer as inscrições rupestres que jazem nas rochas. Essa é a sua oportunidade de testemunhar um pedacinho da história dos povos pré-históricos que viveram no brasil.

Na parte da tarde, depois do almoço, reserve um tempo para conhecer a Caverna Rio dos Bugres, que fica somente a 6 km do centro da cidade, em direção ao Morro da Igreja. O sítio não é sinalizado por se tratar de uma área particular, portanto, já confira o roteiro no mapa antes de ir.

Caverna Rio dos Bugres

Nesse ponto turístico não há falta do que fazer, pois há várias ofertas de passeios no local, tal como a cavalgada, tirolesa ou o rapel de 100 metros de altura por cima das cachoeiras.

Para chegar à caverna há uma trilha de aproximadamente 12 quilômetros de nível fácil, mas não se preocupe em se perder, pois quando chega próximo da caverna há algumas placas indicativas.

A parte mais difícil é o carro quem faz, pois para chegar ao morro são 1.822 metros de altitude – não é a toa que esse ponto registrou a temperatura mais baixa de todos os tempos no Brasil, de -17,8°C.

Dentro da caverna, você vai se sentir pequeno perto da grandiosidade dos túneis e covas que, no passado, abrigavam os índios. O ingresso para o passeio tem o valor simbólico de R$ 3,00 por pessoa.

Aos aventureiros é bom ter cuidado ao explorar a região, pois a estrada nos arredores contém armadilhas para captura de grandes animais. Vê-se que os caminhos perigosos estão devidamente sinalizados e bloqueados, mas é sempre bom reforçar a informação para evitar más surpresas.

De noite, escolha um dos restaurantes da Serra Catarinense para desfrutar a gastronomia do local. Há várias opções aconchegantes, sendo que muitas delas fazem um apelo extra para os vinhos nacionais produzidos nos vinhedos das próprias serras de Santa Catarina.

Dia 2 – Morro do Castelo e Pedra Furada, Cascata Véu da Noiva, Serra do Corvo Branco, Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Pela manhã, faça uma visita ao Morro do Castelo e Pedra Furada – são somente alguns minutos do centro da cidade. De lá você verá a famosa pedra de basalto, a qual possui  10 metros de diâmetro e altura e o furo de 5 metros.

Pedra Furada Serra Catarinense

Se pretende fazer o passeio fique sabendo que a visitação só é liberada com data marcada, pois são disponibilizados somente 200 lugares por dia.

Para agendar a sua visita envie um e-mail para [email protected] dizendo o dia em que pretende viajar. Você receberá uma resposta automática, o que é normal, pois quer dizer que o seu nome já está incluso na lista da central de turismo ICMBio.

Na volta do passeio aproveite para desviar a rota para a Cascata Véu da Noiva, o qual conta com uma taxa de entrada de R$ 5,00 por pessoa e não precisa andar mais do que 5 minutos para ir de encontro com a queda d’ água. No local há vários estabelecimentos para matar a fome.

Cascata Véu da Noiva, Serra Catarinense

Voltando a estrada principal, siga em direção a Serra do Corvo Branco – uns 15 minutos adiante (aproximadamente 5 km). Por lá você terá a vista privilegiada dos paredões de 90 km de altura – considerado o maior corte em rocha arenítica do Brasil.

Serra do Corvo Branco, Santa Catarina

Na volta para a cidade, você pode aproveitar para fazer uma parada na Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, a qual conta com uma queda d’ água de 10 metros e um altar de vários santos. Aos católicos fervorosos vale a pena conferir a programação, pois é comum acontecer grupos de orações em frente à cachoeira.

Aproveite o fim de tarde para descansar, usufruir das instalações da sua hospedagem ou para conhecer mais um restaurante da Serra gaúcha.

Gruta de Nossa Senhora de Lourdes

Dia 3 – Morro do Campestre, Serra do Rio do Rastro,

No terceiro dia comece a manhã com um passeio pelo Morro do Campestre, que fica localizado a cerca de 8 km da cidade. Lá de cima se vê o Vale do Rio Canoas e várias estruturas rochosas para contemplar.

Morro do Campestre, Serra Catarinense

Se o dia estiver chuvoso e o seu carro não tiver estrutura 4X4 você vai sofrer para chegar, por isso, considere a possibilidade de fazer uma caminhada, caso o carro atole. Também prepare os trocados, pois é preciso pagar R$ 10,00 por pessoa, já que o pico do morro fica em propriedade particular.

Saindo de lá se prepare para algum tempo dentro do carro em direção a Serra do Rio do Rastro, considerada uma das mais lindas do mundo. O  pé da Serra fica somente a 8 km de Urubici, contudo,  a dificuldade do trajeto faz parecer que é mais longe.

Serra do Rio do Rastro

Ao longo da estrada há vários pontos de paradas sinalizadas para contemplar a paisagem. Entre eles: o morro do campestre, vinícolas e fazendas de morangos. Aproveite os estabelecimentos para fazer compras, pois os preços são bem em conta.

Faça questão de fazer uma parada na estrada para contemplar o pôr do sol, que do alto da serra, garante uma paisagem ainda mais bonita.

Dia 4 – São Joaquim, Igreja Matriz, Vinícolas

No quarto dia de viagem as atrações podem ficar reservadas a cidade de São Joaquim.  Comece o tour pela cidade pela simpática Igreja Matriz. Depois, parta para a fonte d’ água que fica na mesma praça.

Igreja Matriz de São Joaquim, Serra Catarinense

Na parte da tarde deixe o centro histórico para passar o restante do dia nas vinícolas – muitas delas possuem programações especiais e degustações gratuitas.

Abaixo segue algumas opções de vinícolas para conhecer na cidade de São Joaquim:

As vinícolas são quase obrigatórias para quem quer fazer um roteiro completo pela Serra Catarinense. Contudo, aos mais ousados e que gostam de rotas alternativas, também vale a pena conhecer as fazendas de maçãs e morangos da região. 

Vinícolas na Serra Catarinense

Dia 5 – Serra do Rio do Rastro, Lages, Festas Populares

O dia 5 é o dia da volta, que preferencialmente, deve ser feita pela própria Serra do Rio do Rastro e seus desafiadores 12  km de curvas sinuosas até Florianópolis – o que garante três horas e meia de viagem. No meio do caminho, faça uma parada em Lages – uma das maiores cidades da Serra Catarinense e, também, a mais antiga.

Lages foi fundada em 1677 e foi, por muito tempo, uma cidade de passagem dos bandeirantes que faziam expedições de São Paulo para o Rio Grande do Sul. Tal característica a tornou, hoje, um grande foco de museus e de turismo histórico.

Antes de fazer a sua viagem confira se os dias não coincidem com uma das tradicionais programações de Lages, como o Festival de Teatro (acontece em setembro) ou a Festa Nacional do Pinhão – uma das mais populares de toda Santa Catarina.

Depois de três horas e meia de viagem por uma estrada complicada, dificilmente você terá pique para mais atividades quando chegar em Florianópolis – ou mesmo para quem faz o roteiro inverno, em direção a Joinville. Contudo, quem ainda tiver tempo e forças, pode terminar a viagem com chave de ouro no litoral catarinense, em frente ao mar.

Pontos turísticos da Serra Catarinense

Outros pontos turísticos da serra catarinense que você pode adicionar no seu roteiro de viagem são:

  • Parques de aventuras em todas as localidades da serra;
  • Morro da Cruz, em Bom Retiro da Serra;
  • Morro Costão do Frade, em Bom Retiro da Serra;
  • Cânion das Laranjeiras, em Bom Jardim da Serra,
  • Serra do Corvo Branco.

Melhor época para ir à Serra Catarinense

A melhor época do ano para visitar a serra catarinense vai depender do gosto do viajante. Para quem quer aproveitar das infraestruturas das hospedagens, os melhores momentos são no inverno – quando as temperaturas ficam sempre no negativo. As cachoeiras congeladas chegam até a ser uma atração para os amantes do frio.

Além disso, entre os meses de julho a agosto, também ocorrem alguns festivais tradicionais como a festa do morango.  Quem for nessa época vai encontrar preços excelentes na saca da fruta.

Quem quer uma viagem que preze pela natureza, podendo até incluir um banho de cachoeira, a época do ano precisa ser entre os meses de dezembro a fevereiro, quando as temperaturas estão mais altas.

Quem quer fazer o roteiro do vinho e têm as vinícolas como principal ponto turístico da viagem deve preferir os meses de janeiro a março, quando está na fase de colheita. Algumas vinícolas até mesmo permitem que os turistas comam algumas frutas direto das parreiras.

O verão também é a melhor época para quem pretende ficar hospedado nos hotéis fazenda ou pretende viajar na companhia de crianças. Nesse período há mais atrações e a preocupação em congelar os dedos vai deixar os pais mais tranquilos.

Como chegar

Você pode partir para a serra do Rio do Rastro ou do Aeroporto de  Criciúma (menos convencional) ou do Aeroporto Internacional de Florianópolis. Em ambos os aeroportos há ofertas de alugueis de automóveis.

Para quem vai de carro a entrada fica pela BR 282, sendo que o pé da serra fica há 126 km de Florianópolis.

Onde ficar

A cidade de Urubici (Pousada Serra Azul) e São Joaquim (Pousada Cravo e Canela SJ) são as mais recomendadas, pois delas é possível fazer o bate-e-volta para vários passeios – o que irá te fazer economizar na gasolina. Contudo,  ao longo dos 17 municípios que cortam a serra há milhares de hotéis, chalés e fazendas para todos os gostos e bolsos.

Onde comer

Não falta onde comer na Serra  Catarinense, afinal, são milhares de estabelecimentos que aproveitam o ponto turístico para oferecer pratos que combinem com o cenário encantador.

O que não pode faltar no seu cardápio são os vinhos catarinenses, queijos, tortas, bolos e o fondue de chocolate acompanhado de marshmallow e frutas frescas.

No almoço, há várias opções de comidas típicas gaúchas e catarinenses, sendo que alguns lugares fazem até rodas de chimarrão para apreciar as lindas paisagens da serra.

Quem for entre os meses de junho a agosto ainda poderá desfrutar dos pratos típicos à base de pinhão, semente que ajuda a compor o cenário do sul brasileiro.

1 COMENTÁRIO

  1. EXISTE BIKE PARA LOCAR E DESCER O A SERRA DO RIO DO RASTRO ( SOMENTE DESCER KKKK)

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