Relatos de um Roteiro de Viagem ao Sul do Brasil

Primeiro uma apresentação resumida: somos um casal que ADORA viajar!Resolvemos passar as férias de julho no sul do Brasil. Foram muitos dias na estrada e mais de 5 mil km rodados.

Como sempre fazemos diários de viagem, surgiu a idéia de compartilhar esse relato com nosso roteiro de viagem ao sul do Brasil com outros viajantes, todas informações e dicas que pegarmos pelo caminho.

É isso aí, aqui começa nossa viagem!!!!!!Deixe abaixo o seu comentário sobre essa viagem.

Sumário

Planejamento e Roteiro Viagem Sul do Brasil

Fizemos um planejamento geral, só para ter uma ideia mais ou menos por onde vamos passar. Reservamos alguns hotéis –não todos- por causa da alta temporada e selecionamos algumas dicas pesquisando em sites oficiais de algumas cidades e fórum mochileiros.com. O roteiro da viagem, partindo de São Paulo, ficou o seguinte:

Roteiro de viagem
Roteiro da viagem: clique na figura acima para ampliar

1 dia antes – Dicas de Viagem ao Sul do Brasil

Percebi ontem à noite, um dia antes da viagem, que ainda faltava muita coisa pra fazer. Só para arrumar as malas umas 3h. Notei que apesar de levar uma mala gigante, ela ainda seria pequena pra caber todas as blusas que estamos levando.

Melhor prevenir do que passar frio! Claro além da mala, todos os outros “trecos” indispensáveis como recarregadores, guias de viagem, etc, etc, etc, etc, etc, etc…juro, não acabava a etc! Fomos dormir 2h30 e a ideia era acordar cedinho para pegar a estrada ainda pela manhã, já que de SP até Londrina é umas 6 horas. Mas pensamos melhor e preferimos acordar um pouco mais tarde.

 Dicas antes de viajar:

  1. Prepare uma seleção de músicas pra você curtir enquanto aproveita a paisagem.
  2. Faça um cheque-list escrevendo todas as coisas que não pode esquecer de colocar na mala.
  3. Pesquise as condições das estradas que você vai passar (acesse o site das concessionárias).
  4. Reserve dinheiro trocado (moedas, por exemplo) para pagar os pedágios.
  5. É sempre bom ter um mapa das estradas em mãos ou gps.

1° dia de viagem ao Sul do Brasil

Depois do almoço pegamos a estrada por volta das 13h. Nem dava pra sair pela manhã por causa do rodízio (lembre-se de verificar isso se for sair de SP durante a semana).

O dia não estava tão bonito quanto estávamos esperando, com uma chuvinha chata que não parava. Para sair de SP pegamos um transito básico, mas logo chegamos na rodovia rumo ao nosso destino.

A rodovia Castelo Branco é tranquila, porém prepare o bolso porque são vários pedágios ao longo do caminho.

Depois de mais de 6h na estrada chegamos em Londrina por volta das 9h da noite. Fomos direto para o hotel que reservamos – Hotel Caçula guarde esse nome para nunca se hospedar lá!-. Só que para nossa surpresa, além do péssimo atendimento da recepção do hotel, não havia reserva nenhuma no nosso  nome.

Depois do mal atendimento, nem pensamos duas vezes e saímos de lá. Paramos em um hotel em frente a rodoviária que deixou muito a desejar, mas como já era tarde e estávamos super cansados, resolvemos ficar por ali mesmo.

Nem sempre é como esperamos. Mas a viagem estava só começando e no outro dia partimos cedido para Foz do Iguaçu.

2° dia – Foz do Iguaçu e Puerto Iguazu

Acordamos bem cedo, só tomamos café e já saímos rumo à Foz do Iguaçu. Foram umas 7h30 de viagem. Ficamos no Hotel Rouver.

O hotel é ótimo, fica perto de tudo e os ônibus para todos os pontos turísticos passam em frente

O café da manhã também é muito bom sendo, no geral, um hotel de bom custo benefício.

Como somos da filosofia de que viagem boa é aquela que você passa mais tempo curtindo o lugar do que as dependências da hospedagem, o Hotel Rouver em Foz do Iguaçu estava ótimo. Em frente ao hotel tem o supermercado Muffato, bem grande e com um restaurante à kilo muito bom e barato.

Chegando em Foz no final da tarde descansamos um pouco e fomos dar um passeio na cidade de Puerto Iguazú – Argentina. Pegamos um ônibus chamado Puerto Iguaçu, passamos pela Aduana (tenha em mãos o RG original com menos de 10 anos de emissão). Na fronteira, todas as pessoas descem dos carros e ônibus mas mostrar o documento aos fiscais.

Fomos até o ponto final do ônibus e demos uma volta pelas ruas. Paramos em um supermercado para comprar os famosos alfajores argentinos.

Nos mercados existem diversas marcas, mas não achei o Havanna, o mais famoso que só é vendido nas lojas da marca. Mesmo assim, existem outras marcas deliciosas ( é difícil achar uma marca que não é boa!).

A cidade de Puerto Iguazu é pequena com uma avenida principal, muito bem arborizada e cheia de mercadinhos pequenos. Ficamos cerca de 1h por ali e pegamos o ônibus de volta para Foz.

Em Puerto Iguaçu não há pontos de ônibus, você pode dar sinal em qualquer lugar que eles param.

Dica: para comprar Pesos (moeda argentina) vá em alguma casa de câmbio da av. Brasil em Foz do Iguaçu.

Dica: para o ônibus, prefira pagar em pesos argentinos – sai mais barato. O valor é cobrado em reais ou em pesos.

Depois do passeio voltamos ao hotel e mais tarde fomos jantar no Bear Garden próximo ao hotel. Comemos uma generosa porção de picanha na pedra com mandioca que daria tranquilo para mais uma pessoa.

3° dia – Foz do Iguaçu – Cataratas e Parque das Aves

Acordamos cedo e decidimos ir primeiro nas cataratas do lado brasileiro. Deixamos para fazer o passeio de barco do lado argentino que, além de mais barato, dizem ser mais emocionante.

Pegamos o ônibus sentido cataratas em frente ao hotel. O ônibus passa pelo aeroporto e logo depois chega ao parque.

Dicas: Para quem chega do aeroporto é muito fácil ir para as cataratas. Se for de carro, prefira o estacionamento ao lado do Parque das Aves , o das Cataratas é mais caro.  O valor do ônibus também é barato.

Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu

Chegando ao Parque Nacional das Cataratas do Iguaçu dá pra ver de cara a excelente estrutura turística. Já no início pegamos um ônibus de dois andares bem na entrada com informações também traduzidas para espanhol e inglês. Ele faz algumas paradas e as pessoas podem descer e pegá-lo novamente no mesmo lugar.

O caminho é muito bonito e a parada nas cataratas é em frente ao hotel do parque (linda a arquitetura desse hotel, todo cor de rosa e branco). O caminho é fantástico, todo sinalizado, tudo muito bonito e há vários turistas estrangeiros no lugar.

Durante o trajeto muitos quatis passeiam por perto da gente. Mas existem placas e a orientação é não alimentar os bichinhos que não são tão amigáveis e adoram roubar as comidas das bolsas.

No percurso até as cataratas, vários mirantes e a visão só vai ficando mais bonita. O barulho das águas e o número de cachoeiras também vai aumentando, até que chegamos à passarela principal, onde é possível chegar pertinho das quedas.

Simplesmente MARAVILHOSO! É muito emocionante estar ali, juro que não dá vontade de ir embora! Passando pela passarela no meio das cachoeiras o vento faz com que a fumaça de água pareça uma fina chuva que chega até a gente.

Muitos colocam capa de chuva, vi até uma mulher com guarda chuva, mas de verdade, o gostoso é ir lá sem nada e sentir na pele a sensação de estar naquele lugar. É muita água! É muito lindo! Além disso, se você der sorte como nós demos, vai ver um arco-íris enorme saindo do meio das quedas. Essa imagem foi única!

Ficamos por ali um bom tempo, realmente não dava vontade de voltar. Subimos o elevador panorâmico e tivemos a visão mais acima das cataratas, do topo onde elas se formam, inclusive a vista do rio iguaçu.

Do outro lado, dá pra ver uma bandeirinha argentina com algumas passarelas. É o Parque do lado argentino. As cataratas na verdade funcionam como uma divisa de fronteira. De um lado o Brasil, com cerca de 30% das quedas e do outro lado, a Argentina, que concentra o restante das quedas.

Mas o legal é que do lado brasileiro temos uma visão de frente de todas as cachoeiras do lado argentino o que garante uma vista bem legal. Mesmo assim, o lado argentino é lindo e imperdível, conforme vamos contar no próximo post. Subimos para o ponto do ônibus de turismo e logo ao lado fica uma estátua de Santos Dumont, um restaurante e uma lanchonete.

Dicas: como o circuito é grande e você não vai demorar menos que 2 ou 3h leve alimentos caso você não queira comprar nada por lá. Frutas, água, salgadinhos ou lanches. Muitas pessoas fazem isso, inclusive pequenos piqueniques nessa praça ao lado do restaurante.

Parque das Aves

Saímos do Parque das Cataratas e fomos a pé (do lado) para o Parque das Aves. Me espantei um pouco com o preço por ser mais caro do que o Parque das Cataratas, mas o lugar compensa. São muitos viveiros grandes, cada um com pássaros diferentes.

A estrutura também é muito boa, tudo bem sinalizado e os pássaros são lindos. Um destaque para os viveiros onde as pessoas podem entrar. Para mim, os mais lindos foram os tucanos. Podemos chegar bem pertinho deles dentro do viveiro.

Araras - Parque das Aves - Foz do Iguaçu
Araras – Parque das Aves – Foz do Iguaçu<

Dica: tome muito cuidado ao entrar nos viveiros porque os pássaros não são muito higiênicos e você pode levar uma “bomba” na cabeça.

O viveiro das araras em especial requer cuidado. Elas são muitas e voam rápido, passando pertinho da gente. Mas é só tomar cuidado. Vale a pena porque é muito legal.

Saindo de lá pegamos o mesmo ônibus que viemos no ponto em frente ao parque . Descemos um pouco mais a frente do hotel e comemos no Subway. A avenida Jorge Schimmelpfeng é bacana porque reuni bares, Subway, Mcdonalds, lanchonetes e Pizza Hut. Acho que é a rua mais badalada à noite em Foz do Iguaçu e o melhor é que fica tudo na rua do hotel em que ficamos hospedados.

Voltamos para o hotel e 18h30 uma van passou para nos buscar para o passeio à feira de artesanato e ao Dutty Free ao lado da Aduaneira Argentina. Já havíamos reservado esse passeio no próprio hotel, de graça.

Não achei nada de muito interessante na feira de artesanato, tudo bem caro e o Dutty Free é bem pequeno. Se for visitá-lo não esqueça de levar o RG. Aproveitamos para usar a casa de câmbio para comprar dólares para levar ao Paraguai e para o Parque das Cataratas Argentinas.

Como sábado as casas de câmbio fecham cedo e domingo não abrem, foi ótimo irmos até lá porque eles ficam sempre abertos.

Fomos jantar no restaurante do Muffato e aproveitamos para comprar algumas besteirinhas no mercado para levar no passeio do outro dia.

4° dia – Foz – Itaipu, Marco das Três Fronteiras e Mesquita

Quando acordamos estava chovendo muito. Nem adiantava ir para o lado argentino porque não íamos aproveitar. Por isso, resolvemos ficar um pouco no hotel descansando.

Saímos para almoçar dessa vez no shopping Cataratas que tem praça de alimentação bem grande com opções de restaurantes e fast foods conhecidos.

Após o almoço a chuva havia parado o que foi uma grande alegria. O passeio que escolhemos para fazer à tarde foi visitar a Usina Itaipu Binacional.

Usina Itaipu

Todo o percurso até a Usina Itaipu é lindo, inclusive a avenida que é bem arborizada. A impressão que tivemos da cidade de Foz do Iguaçu foi muito boa. Tudo muito limpo, bem sinalizado, ruas largas, muitas árvores.

Chegando à usina compramos o bilhete integrado Passeio Panorâmico pela usina e Ecomuseu.

A passeio é maravilhoso. Primeiro assistimos um vídeo falando sobre a história da Itaipu, em uma sala parecendo um cinema. Depois subimos em confortáveis ônibus de viagem que nos levaram para dar a volta na usina.

Passamos por mirantes, e por cima da usina, vendo todas as tubulações, o vertedouro que é imenso – pra falar a verdade tudo ali é imenso! Você se sente uma verdadeira formiguinha no meio daquela imensidão. A última parada foi em cima da usina onde tínhamos vista tanto para o rio Paraná como para a usina. Passeio imperdível, super recomendado!

Saindo dali fomos ao ecomuseu. O lugar também é muito bonito, com vários objetos históricos. Também vale a visita.

Na volta avistamos a Mesquita Muçulmana, que estava fechada, mas o segurança nos deixou entrar até o estacionamento para tirar algumas fotos.

Mesquita Muçulmana - Foz do Iguaçu

Dica: a Mesquita fica aberta para visitação de turistas de segunda a sábado. A localização é na rua Meca (bem original!). Em Foz do Iguaçu existem muitos muçulmanos.

Fomos até o templo budista, mas infelizmente tinha acabado de fechar. Ele fica aberto até às 17h30 e não abre às segundas-feiras.

Marco das Três Fronteiras

Aproveitamos também para conhecer o marco das três fronteiras. Eu havia lido em um fórum que o lugar era perigoso, porque passava pela periferia de Foz do Iguaçu.

Sinceramente, nada de perigoso! Esqueçam esse comentário. Tudo muito bem sinalizado, as ruas largas, apenas um pequeno trecho com casas e um comércio mais simples, mas nada de perigoso. Não acreditei quando lembrei desse comentário.

Existe também uma pequena estradinha que vai dar no marco. É bem bacana porque de lá dá para ver os outros dois marcos, do lado paraguaio e do lado argentino, sendo os três separados pelo rio. No lugar também existe uma lojinha com lembrancinhas.

Marco das Três Fronteiras

Na volta, passamos em uma lanchonete para jantar e voltamos para o hotel. O dia foi bem aproveitado apesar da chuva na parte da manhã.

5° dia – Foz – Puerto Iguazu – Cataratas do lado Argentino

Acordamos bem cedo e o dia já estava lindo. Maravilha!! Tomamos café e pegamos o ônibus direto para Ciudad del Este – Paraguai.

Dica: o ônibus para o Paraguai passa em frente ao hotel Rouver.

Paraguai – Ciudad del Este

 Passamos na duana brasileira e paraguaia e ninguém pediu nem documento e nem nos parou (bem diferente da Argentina). Pense no Paraguai como uma rua 25 de março mais feia. Lojas , galerias, muitos camelôs, as ruas sujas, não gostamos.

Os preços também não são tudo isso. Acho que tive essa impressão porque a maioria das coisas que vi ali encontramos em São Paulo. Tem muita coisa eletrônica, bugigandas, muitos perfumes importados, e tudo quanto é produto de beleza.

Comprei um creme da Victoria Secrets. Na verdade eles vendem em dólar (prefira, pois em real ou peso eles fazem o câmbio na hora e cobram o preço que quiserem), pesos ou real. Demos uma volta e entramos em algumas galerias.

Algumas coisas estavam até mais baratas sim, mas não tanto quanto imaginamos. Vale a visita pra conhecer e comprar algumas coisinhas, mas se você a 25 de março e Santa Efigênia em São Paulo, não vai se espantar tanto.

Cataratas do Iguaçu – lado argentino

Voltamos para o hotel e já seguimos para Cataratas argentinas. Pegamos o ônibus para Puerto Iguazu , na rodoviária já compramos os tickets para o passeio Aventura Náutica e pegamos o outro ônibus para as Cataratas ida e volta.

A estrutura do lado argentino é bem ruim se comparada com o lado brasileiro. Porém não deixa de ser maravilhoso também, com mirantes que você só vê por ali.

Chegando no parque existem dois circuitos (trilhas) para fazer: o inferior (onde fica o passeio da Aventura Náutica) e o superior. Os dois chegam a vários mirantes e valem a visita. Mas se prepare porque a caminhada é longa. Reserve o dia para fazer o passeio.

Fizemos a Aventura Náutica e foi muito bom!! Fomos de capa de chuva para não molhar muito e eles também fornecem uma bolsa impermeável, lacrada, para não molhar os objetos pessoais. É rápido mas maravilhoso! A lancha leva as pessoas para debaixo de 2 cachoeiras gigantes. A sensação é fantástica.

Dica: Não deixe de fazer o passeio de lancha pelas cataratas. Prefira o passeio da Aventura Náutica do lado argentino. Do lado Brasileiro ele se chama Macuco Safári e sai pelo dobro do preço. O passeio também sai mais barato comprando na rodoviária.

Trem - Cataratas do Iguaçu - Argentina

Além do passeio e das trilhas, um trem antigo com vagões abertos e bancos de madeira leva as pessoas até o lugar mais esperado: o mirante da Garganta do Diabo. O percurso do trem até o mirante é de 1 km. Que vista tem esse lugar! A quantidade de água é inexplicável, só quem vai e vê aquela imensidão de pertinho entende o que é esse cenário.

Garganta do Diabo - Cataratas do Iguaçu

Voltamos para o hotel às 17h da tarde e saímos por volta das 19h da noite seguindo viagem. Foram mais de 4 horas na estrada até chegarmos em Francisco Beltrão. Demos umas voltas na cidade e fomos parar em um hotel bem no centro chamado Liston. Bem simples e limpo o que foi ideal já que queríamos apenas um lugar para passar a noite.

6° dia -Treze Tílias

Acordamos bem cedo e seguimos para Treze Tílias. Nos perdemos um pouco no caminho pois, como sempre, faltavam algumas placas de sinalização para uma melhor orientação dos viajantes.

Treze Tílias

 Chegando em Treze Tílias, que maravilha! A cidade logo de cara se mostrou encantadora com suas casas em estilo alpino e muitas decorações em madeira, provavelmente inspirada pelos seus famosos escultores.

Fomos direto para a hospedagem, a casa da dona Maria Teresa, que infelizmente não estava mas deixou seu marido, Sr. Even, para nos recepcionar. Ficamos em uma espécie de casa da piscina, simplesmente fantástica. Estávamos até com medo de pisar no lugar de tão limpo, organizado e muito bem decorado.

A Sra. Maria Teresa é uma ótima artesã e por isso fez várias pinturas decorativas nas madeiras da casa. Um detalhe especial era a mesinha do centro onde parecia que havia uma toalhinha decorativa, mas que na verdade era apenas uma pintura perfeita da dona da casa.

A cidade é pequena, apenas 6 mil habitantes e aproveitando o final da tarde resolvemos conhecer diversos pontos turísticos de Treze Tílias como a igreja matriz, a praça central e a prefeitura.

Resolvemos ir à um posto de saúde verificar uma tosse minha que não passava. O médico e todas as pessoas de lá foram muito atenciosos e constataram que eu estava apenas com uma pequena inflamação na garganta.

Ainda no mesmo dia seguimos para o centro de informações turísticas e pegamos mais informações e indicações, inclusive com a Sra. Dirlei, secretária de turismo da cidade que nos recepcionou muito bem dando diversas dicas do que ver e fazer em Treze Tílias.

Para completar seguimos para o Parque dos Sonhos com seu belo verde e aproveitamos para comer um saboroso strudel com sorvete e chantily.

Prefeitura de Treze Tílias

Ainda deu tempo de visitar o Parque do Imigrante e o Parque Lindemberg , sendo que os dois também valem a visita.

À noite fomos a uma bela pizzaria se deliciar com a pizza e o chopp produzido pela fábrica da região Bierbaum, deliciosos!

Esqueci de comentar que no almoço fomos no restaurante Gringo, muito boa comida, barato e em um ambiente agradável com decoração seguindo o estilo da cidade.

Nossa estadia foi curta mas sem dúvida tivemos a melhor das impressões da cidade. Nos sentimos em casa na hospedagem e todos os passeios e lugares visitados foram perfeitos.

Sem dúvida Treze Tílias ficou entre as cidades mais lindas que visitamos nessa viagem.

7° dia – Treze Tílias e Fraiburgo

Hoje fomos acordados com o mimo de um café da manhã saboroso levado na porta do quarto. Sem dúvida a escolha da pousada da Dna Maria Teresa em Treze Tílias foi excelente. Nos sentimos em casa, o que rendeu um toque especial à viagem.

Saímos para o Museu Castelinho onde também fomos muito bem recepcionados. O museu conta a história da cidade e toda a tradição praticadas até hoje pelos moradores .

Conhecemos uma família de São Paulo que viajou mais de 700 km apenas para conhecer Treze Tílias. Hoje, sabendo como a cidade é especial, sem dúvida também faríamos isso.

Museu Castelinho - Treze Tílias
Museu Castelinho

Mais tarde fomos a Linha Italiana, uma graciosa estrada que por meio das construções (a mais antiga de 1942) e produtos coloniais, oferece aos visitantes uma viagem na história.

Mais uma vez almoçamos no ótimo custo benefício restaurante Gringo, com direito à uma deliciosa sobremesa grátis.

Ao voltar para pousada arrumamos nossas coisas e depois de uma agradável conversa com o simpático casal dono da casa, seguimos viagem.

Sem dúvida Treze Tílias nos surpreendeu muito e ficará guardada como uma das cidades mais agradáveis que visitamos. 

Na verdade, uma cidade turística pra ser considerada agradável, na nossa opinião, não deve ter apenas atrativos turísticos, mas deve ser assim, pitoresca, com um bom atendimento, diversidade de programas, e com pequenos detalhes que a tornem única entre as outras.

Perto de Treze Tílias fica a cidade de Fraiburgo. As duas fazem parte da Rota da Amizade. Resolvemos parar para apreciar a Capital Nacional da Maça como é conhecida a cidade de Fraiburgo.

A visita não foi tão agradável como pensamos. O motivo é que nos lugares que paramos (Casa do Turista e Barraquinha da Maça – não se engane, são apenas lojas!) ninguém soube nos dar informações sobre a cidade. Ao invés de informações nos dois lugares nos ofereceram apenas produtos e serviços para comprar.

Compramos apenas uma geleia de maça e quando saímos da cidade avistamos o portal com uma casinha ao lado. Pensamos ser, finalmente, um posto de Informações Turísticas, mas mais uma vez era apenas um comércio com produtos de maça.

Por isso, acabamos só passando pela cidade. Mesmo assim, o lugar parece ter alguns passeios (que tentaram nos vender) e muitos derivados gostosos da maça, por isso pode valer a visita.

Na estrada foram 3h de viagem até Lages e como ainda estava claro, resolvemos seguir para Caxias do Sul. Essa e a vantagem de viajar de carro e não reservar a hospedagem. O único problema é que a cidade de Caxias do Sul não chegava. As placas marcavam a kilometragem apenas até os limites de municípios e, por isso, a viagem demorou mais do que planejamos.

Chegamos em Caxias do Sul às 21h. Depois de andar um pouco pelas ruas, paramos no Habib’s para comer e avistamos um hotel que felizmente tinha vaga e foi nele que passamos à noite.

8° dia -Caxias do Sul e Bento Gonçalves

Acordamos cedo e aproveitamos a manhã para conhecer Caxias do Sul. O frio já dava sinal marcando 7 graus no termômetro. A neblina estava encobrindo toda a cidade e a igreja de São Pelegrino, primeiro ponto turístico que visitamos, estava praticamente invisível.

Falando na igreja ela é linda! As pinturas e os detalhes em alto relevo da porta e até uma réplica da Pietá, fazem dela um ótimo destino turístico.

Caxias do Sul

 

Igreja Matriz com Neblina - Caxias do Sul

A cidade de Caxias do Sul é considerada a segunda maior do Rio Grande do Sul, atrás apenas de Porto Alegre. Por isso, o centro é cheio de lojas, o que rendeu a compra de alguns presentinhos. A praça e Catedral também são muito bonitas.

Existem muitos roteiros para fazer na cidade (só ir até um dos muitos pontos de informações turísticas e perguntar), mas como estávamos apenas de passagem visitamos somente o Castelo Chateau la Clave. A visita é fantástica.

O lugar é uma réplica de um Castelo Medieval e os turistas são levados por donzelas (moças tipicamente vestidas) para visitação do castelo e toda a produção de vinhos. Cenário muito bonito regado à degustação de um bom vinho e espumante.

Bento Gonçalves

Depois do castelo seguimos pela estrada da Rota do Sol até chegar a Bento Gonçalves, onde nos perdemos tentando achar a pousada Ca’ di Valle.

Na verdade o problema está na RS 444. Ela começa de um lado da cidade e termina do outro. Não demos sorte e pegamos o lado errado. Azar de principiante porque o caminho até chegar ao Vale dos Vinhedos (nome dado a parte da RS que queríamos achar) é bem fácil.

Chegamos na pousada Ca’di Valle à tarde e mais uma vez a escolha foi perfeita. A pousadinha contando com poucos quartos fica integrada à casa dos simpáticos donos que também comercializam produtos artesanais feitos por eles mesmos.

A suíte é muito aconchegante, tudo com aspecto novo. Encontramos no quarto aquecedor, piso laminado (para ficar mais quentinho) e cobertores e edredons à vontade. O café da manhã é servido ao lado do quarto em uma mini cozinha delicada, que também está disponível para ser usada pelos hóspedes. Para tanto, precisamos reservar horário do café porque a cozinha pequena fica exclusiva de cada quarto dependendo do horário.

Adoramos o lugar!

Portal Bento Gonçalves

Tomamos um banho e saímos atrás da Casa de Madeira, uma dica de restaurante que pegamos no guia Quatro Rodas. O problema é que não sabíamos que durante a semana, à noite, as cantinas e restaurantes do Vale dos Vinhedos não funcionam.

Então, depois de rodar a estrada toda no escuro, fomos parar na também indicada Casa Mia ao lado da entrada de Bento Gonçalves. O restaurante é lindo, todo decorado com uma bela comida típica italiana. Nos fartamos com o galeto al primo canto delicioso e todas as outras gostosuras servidas à vontade junto com o prato.

9° dia – Bento Gonçalves

Começamos muito bem o dia com um café da manhã cheio de quitutes deliciosos preparados pela Sra. Vilma, proprietária da pousada Ca’ di Valle. Depois de comer, saímos para o famoso passeio de Maria Fumaça.

Já no início, antes de subir no trem, os turistas são recebidos por um grupo musical que tocam e cantam músicas típicas italianas e um casal de senhores que convidam as pessoas para dançar. Ao mesmo tempo, taças descartáveis são distribuídas para já começar a degustação de vinho.

Passeio de Maria Fumaça

Durante o trajeto há três apresentações de música e teatro bem engraçados e todo mundo acaba participando. No caminho, uma parada em Garibaldi com degustação de suco de uva e espumante. Chegando em Carlos Barbosa, novamente fomos recepcionados com música típica, sempre com festa. Ao final, voltamos no ônibus turístico (já incluso no valor) para retornarmos à cidade de Bento Gonçalves.

O ingresso também já conta com a visitação da Epopeia Italiana (ao lado da estação da Maria Fumaça), onde um grupo teatral conta aos visitantes através de vídeos e visitação de cenários, a história dos imigrantes italianos.

Os dois passeios, tanto Maria Fumaça quanto Epopeia Italiana são imperdíveis, muito bons e diferentes.

Após o passeio fomos almoçar no restaurante Rubbo, à kilo, no centro de Bento Gonçalves, bem ao lado da prefeitura. O custo benefício do lugar é muito bom.

Passeio pelo Caminho das Pedras

De lá, seguimos para o passeio no Caminho das Pedras. A estrada, peculiar, enche os olhos pela beleza. Os parreirais (que são encontrados não só ali mas em toda região) estão secos nessa época mas nem por isso deixam de tornar a paisagem linda.

Casa de Pedra - Caminho das Pedras - Bento Gonçalves

No caminho existem muitas casas antigas feitas de pedra e podem ser vistas apenas externamente. Mas o passeio também é formado por diversas casas histórias, muitas também de pedra, que comercializam produtos artesanais. Muitas oferecem degustação e explicação sobre os produtos e o roteiro.

A primeira visita foi na Casa do Tomate, com apresentação de todos os produtos derivados do tomate e degustação. Mais adiante a Casa da Ovelha, com produtos derivados da ovelha, degustação, vídeo explicativo e observação do processo de fabricação. Logo após, visitamos a Casa de Artesanato e Massas, com várias guloseimas e ao lado, a Casa de Tecelagem.

Depois, passamos pela vinícola onde foi filmado algumas cenas do filme O Quatrilho. Ali fomos recebidos pela tataraneta do antigo dono da linda casa de pedra, que nos levou para uma visita e degustação de suco e vinho. Não tinha como não levar pra casa o delicioso suco de uva.

Mais adianta paramos na Casa de Erva Mate que é uma vista imperdível. De um lado da estrada visitamos o moinho onde a proprietária nos mostrou todo o processo de fabricação da Erva Mate, bem como as relíquias de maquinários que ela tem no local.

Atravessando a estrada fomos até a rústica lojinha que vende todos os produtos para preparo de um bom chimarrão. Além disso, ela nos explicou passo a passo como preparar o chimarrão e no final, a degustação! Muito bom! Compramos Erva Mate nesse lugar.

Quase ao lado, fomos na Casa do Coelho, novidade da região. Para quem gosta de animais, não tem como não se apaixonar. Além de vender alguns produtos, os proprietários criam diversas raças de coelhos para comercializarem os filhotes. Depois de acariciar um monte de coelhinhos, bateu aquela vontade de ter um em casa.

Voltando para a pousada Ca’ di Valle já umas 18h, passamos antes em um mercado para comprar algumas comidinhas, já que a pousada oferece uma cozinha e estávamos morrendo de preguiça de sair para jantar. Depois de tomar um belo banho, preparamos nosso jantar e passamos o resto da noite embrulhados nos cobertores.

O dia não poderia ter sido melhor!

10° dia – Bento Gonçalves

Último dia em Bento Gonçalves. Saímos primeiro para o centro da cidade atrás de uma lan house. Almoçamos mais uma vez no restaurante Rubbos e demos uma passada no Museu do Imigrante, ali próximo ao centro mesmo.

Visitando as vinícolas

Infelizmente ou felizmente o museu estava em reforma então só visitamos a parte embaixo com algumas peças bem antigas de colonos italianos. A visita é de graça.

Saímos então para visitar o Vale dos Vinhedos. Apesar de estarmos hospedados nele, ainda não conhecíamos as vinícolas.

Para começar fomos visitar a Chandon, mas infelizmente no dia a fábrica estava fechada para visitação então só degustamos os deliciosos espumantes.

Depois fomos para a Miolo, uma das maiores e mais tradicionais da região. Pagamos pela visitação e degustação simples como a maioria do grupo (também existe a opção de outros valores para degustações que eles chamam de mais encorpadas). O legal é que toda visitação é feita por um enólogo mesmo, ou seja, o que você perguntar ele sabe responder (algumas visitas às vinícolas são guiadas por pessoas que decoraram as falas. Daí o diferencial de ser guiada por um enólogo).

A estrutura do lugar também é bem grande com vários salões cheios de barris, tanques e garrafas de vinho.

No final a degustação: 4 tipos de vinhos e 1 espumante. Bom, como não sou entendedora de vinhos e não gosto de muito vinhos secos o que valeu mais foi a degustação do espumante.

Ao longo do caminho paramos em algumas outras vinícolas mas a maioria trabalha mesmo com vinho seco que, para os entendedores, são os melhores. Mas como sou leiga e prefiro tinto suave, o que valeu mesmo foi o cenário.

Dica: prefira comprar os vinhos nas pequenas vinícolas. São artesanais, feitos muitas vezes pelos próprios donos e os preços mais baixos do que os encontrados nas grandes vinícolas.

A última passada foi na queijaria ao lado da pousada Ca’di Valle para degustação de queijos, salames e outras delícias. Compramos alguns produtos e voltamos para a pousada. Tomamos banho e a preguiça por causa do frio foi tanta que demorou pra sairmos para jantar.

Vencida a preguiça e já preparados para sair surgiu a dúvida: onde comer uma boa pizza em Bento Gonçalves. Saímos à caça. Paramos em um restaurante chamado Casa Nostra , se não me engano na avenida Planalto.

O restaurante era bonitinho, parecia cheio, com uma lareira acesa, mas tudo isso enganou. Pegamos um rodízio e sem dúvida foi a pior pizza que já comemos. Ao contrário do vinho, de pizza nós entendemos (somos paulistanos!) e definitivamente pizza de massa grossa com indícios de cobertura não foi nada bom. Não recomendamos.

11° dia – Nova Petrópolis e Gramado

Saímos de Bento Gonçalves bem cedo e passamos primeiro por Nova Petrópolis. Cidade linda, bem hospitaleira. Paramos na praça central que tem o famoso Labirinto Verde, uma das mais famosas atrações de Nova Petrópolis. Chegamos em Gramado à tarde já quase na hora do almoço e fomos direto para o posto de informações turísticas no centro da cidade.

Labirinto Verde - Nova Petrópolis

Gramado

A primeira impressão de Gramado foi de uma cidade muito charmosa. As ruas lotadas de pessoas bem vestidas, ruas limpas, muitos carros, calçadas decoradas e lojas, muitas lojas com vitrines chamativas. A cidade é muito elegante.

Fomos para a pousada Brisa que havíamos reservado e surgiu a decepção, primeiro porque não tinham feito a reserva, segundo porque a aparência do quarto não foi bem aquela que tínhamos visto pelo site e por último o chuveiro não esquentava. Decidimos ficar só um dia na pousada e procurarmos uma outra hospedagem para os próximos dias.

Rua de Gramado

A primeira coisa que fizemos em Gramado foi ir ao centro da cidade e passear pelas ruas agitadas. Uma das primeiras coisas que vimos foi a estátua do Kikito de Ouro, prêmio do famoso Festival de Cinema de Gramado.

Depois fomos visitar o Lago Negro que é lindo, apesar de não pegarmos a primavera com as hortênsias floridas. O lago com pedalinhos é muito charmoso. Fora isso, contornando o lago – há um caminho que pode ser percorrido a pé – com vários mirantes diferentes para o lago que fica no centro. Muito bonito. O Lago Negro vale muito a visita!

Lago Negro - Gramado

Saindo de lá voltamos ao centro e para jantar, paramos no famoso Pasteleiro, não para comer pastel, mas para comer uma deliciosa sopa no pão. Foi bom para esquentar.

Fomos dar mais uma volta nas ruas iluminadas de Gramado e paramos para tomar um chocolate quente cremoso (delícia! Não deixa de tomar!) em uma lojinha de chocolates caseiros. Muito bom.

Vitrine de loja com artigos de inverno - Gramado

Dica: é cobrado para estacionar nas principais ruas do centro. Sempre tem um monitor por perto para vender os tickets. Caso não queira pagar, prefira as ruas paralelas que possuem alguns trechos livres para estacionar.

12° dia – Gramado

Acordamos cedo com a missão de achar uma vaga nas concorridas pousadas em Gramado, com um bom custo benefício. No inverno são muitos turistas e os valores das hospedagens triplicam. E como falamos, a pousada que havíamos reservado pela internet era muito ruim.

Gramado – pousada

Fomos ao posto de informações turísticas e pedimos algumas indicações de hotéis e pousadas e dentre as 3 que visitamos a melhor sem dúvida foi a pousada Gramadense. Ela fica no caminho entre Gramado e Canela em uma rua ao lado do Museu dos Automóveis.

São alguns chalés, graciosos, todos coloridos e muito aconchegantes. Dentro, cama box, tv, muitos cobertores, lareira, um banheiro grande com uma ducha super gostosa e calefação tanto no quarto como no banheiro. Muito bom mesmo. Além disso, o dono da pousada sempre muito simpático e solícito, Sr. Ênio, nos deu um super desconto pelas diárias serem durante a semana.

Minimundo - Gramado

Fomos primeiro ao Minimundo. Adoramos! Apesar de algumas pessoas falarem que a atração é para crianças, vimos muitos adultos babando pelos detalhes das réplicas perfeitas e nós, claro, fomos dois deles.

O legal é que além de serem bem detalhadas todas as estruturas ficas a céu aberto e todas as mini árvores e flores são verdadeiras. São miniaturas de castelos, casas típicas, prédios alemães e até as montanhas de Bariloche, tudo recriado com muita perfeição.

Réplica do Castelo de Neuschwanstein da Alemanha
Detalhes das miniaturas - Minimundo - Gramado

Canela – Parque do Caracol

À tarde, fomos conhecer o Parque do Caracol em Canela. No meio do caminho paramos no Castelinho do Caracol para tiramos algumas fotos e visitamos o entorno que é muito bonito. Ainda seguindo dicas, fomos primeiro no teleférico e não entramos no Parque do Caracol.

Para chegar até o Teleférico, passamos a entrada do parque e seguimos algum tempo por uma estrada de terra (Caminho das Graças) tranquila para dirigir.

Castelinho do ILoveTrip - Canela

O teleférico é imperdível. Fizemos bem em não ir ao parque e descer a famosa escadaria, porque pelo teleférico a vista para a Cachoeira do Caracol é de frente, então em todo o percurso de decida você tem a visão dela. O lugar é lindo!

Teleférico - Canela
Teleférico e Cascata do ILoveTrip - Canela

As cidades de Gramado e de Canela são famosas pelos chocolates caseiros. Como tínhamos desconto nas compras (algumas fábricas deixam cupons de desconto nos hotéis), saímos do teleférico e fomos conhecer a Fábrica de Chocolates Florybal.

Como já estava para fechar, vimos rapidinho o processo e saímos direto para cidade onde estava acontecendo a Estação Gramado, uma espécie de Festival de Inverno com várias atividades sendo desenvolvidas. Aproveitamos para nos aventurar na patinação no gelo, bem divertido.

Fábrica de Chocoloates Florybal - Gramado

Saímos de lá e fomos jantar novamente no Pasteleiro e dessa vez aproveitamos para provar os famosos pastéis do lugar. Realmente são muito bons e o lugar é bem legal.

13° dia – Gramado e Canela

Como estávamos no caminho entre Gramado e Canela decidimos ir ao famoso Mundo a Vapor, um museu que você nota a diferença já logo na fachada, onde está uma réplica de um acidente com uma locomotiva francesa perfeita, aguçando ainda mais nossa curiosidade em ver o que nos esperava.

Mundo a vapor

Lá dentro existem fachadas de várias casas típicas de alguns países europeus que são muito bonitas mas o mais interessante são as miniaturas de fábricas e máquinas a vapor que são simplesmente fascinantes.

Todas elas funcionam e os instrutores vão explicando como são os processos de fabricação de tijolos, de vergalhão e ainda eles se orgulham de ter no museu a menor fábrica de papel do mundo. O mais legal é acompanhar todo o processo de fabricação e ver as miniaturas dos produtos prontos.

Mundo a Vapor - Gramado

Almoçamos rapidamente em um restaurante chamado Vany, comida típica e muito boa com muitos turistas e pessoas da própria região.

Fomos dar uma volta pelo centro da cidade de Canela e conhecemos a linda Igreja Matriz. Toda em pedra, ela é de encher os olhos de qualquer pessoa. O centro de Canela é mais simples do que Gramado, mas também possui muitas lojas e decoração muito atraente.

Alpen Park

Fomos então ao Alpen Park seguindo as instruções muito bem sinalizadas de Canela. Não é necessário pagar nada pela entrada, apenas são cobradas as atrações que queira aproveitar.

Há diversas delas como tirolesa, quadriciclo, cavalgada, cinema 4D e o mistério da Monga. Mas estávamos atrás da principal delas, uma descina de “Trenó” montanha abaixo. Sensacional, muito divertido.

Lojas no centro de Canela

Em Canela há muitos parques e fica até difícil escolher em qual será a próxima parada. Infelizmente o Parque do Pinheiro Grosso estava fechado aparentemente para reforma e ampliação como vimos quando fomos à Cascata do Caracol. Com isso, escolhemos outro parque para visitar chamado Parque das Sequóias.

No caminho, lemos em alguns guias sobre a descrição do lugar e desanimamos um pouco pela surpresa de que mais um parque era cobrada a entrada. Ficamos sem saber o que fazer mas aí lembramos de uma foto muito famosa nos guias que é o Parque da Ferradura e corremos para lá.

Parque da Ferradura

Para chegar ao Parque da Ferradura, fomos pelo mesmo Caminho das Graças sentido o teleférico do Caracol em Canela, porém passamos direto e ainda percorremos mais uns 7- 8 km. Não nos arrependemos, a visão foi simplesmente MARAVILHOSA.

Fomos direto no mirante mais famoso que fica bem em uma encosta e com limite de pessoas. Chegou até a dar uma tremedeira nas pernas de tão alto. O lugar ainda conta com atrações para crianças e espaço para piqueniques. Visitamos outros mirantes fantásticos e saímos de lá com a sensação de que foi um dos melhores passeios da região.

Parque da Ferradura - Canela

Antes de ir para a pousada ainda aproveitamos para fazer uma rápida visita e compras na fábrica de Chocolates Planalto e também na loja da Florybal.

Parque da Ferradura - Canela

À noite a fome bateu e não sabíamos para onde ir. Ainda não tínhamos ido à nenhuma das “paradas obrigatórias” em termos de gastronomia de Gramado e Canela, para apreciar o famoso café colonial e o fondue.

Muitos já haviam nos falado da fartura do café colonial e logo concluímos que ele não serviria para nós já que não somos de comer muito (além disso, o nosso café da manhã com os quitutes preparados pela própria dona da pousada Gramadense já era um café colonial!).

Restaurante C’est Miex – fondue em Gramado

Decidimos então ir à uma restaurante especializado em fondue chamado C’est Miex indicada pelo Sr. Enio da pousada Gramadense. Com o desconto da indicação pagamos por pessoa e não dispensamos provar um delicioso vinho para acompanhamento. Havia duas opções de fondue, no óleo e na pedra.

Por indicação do Sr. Enio e até mesmo para conhecer, escolhemos a sequência de fondue na pedra que se mostrou perfeita: iniciando com queijo, seguindo com carnes e seus diversos molhos e finalizando com muitas frutas no chocolate. Delicioso.

O restaurante é bem aconchegante com garçons educados e ainda conhecemos o dono muito simpático e atencioso. Foi um momento perfeito para fechar um dia perfeito.

14° dia – Gramado

Nesse dia saímos cedo em direção ao templo Budista. Como ele fica na rodovia que vai para Porto Alegre, depois de alguns quilômetros, decidimos voltar e conhecê-lo quando fôssemos embora de Gramado, já que iríamos pegar a mesma estrada.

Na volta paramos na praça das comunicações, onde estava acontecendo a Estação Gramado (até o final de julho) e aproveitamos para fazer um passeio de graça, patrocinado pelo evento, em uma jardineira bem diferente. Não me lembro a data do veículo, mas é bem antigo, parecendo um mini bondinho de madeira.

O motorista muito simpático e com uniforme tradicional, deu uma volta no centro de Gramado enquanto ia explicando os detalhes da arquitetura e os pontos turísticos. Foi interessante por causa do veículo e da explicação, além disso foi de graça. Achei um absurdo o valor cobrado pelo passeio de jardineira mais conhecido na cidade (espécie de ônibus de turismo que passa por alguns pontos turísticos).

Rua Coberta - Gramado

Dica: se você estiver de carro não há necessidade de fazer o passeio da jardineira. Os pontos turísticos são todos bem próximos. Caso queira um passeio diferente escolha o veículo de madeira ou algum outro passeio diferente em Gramado ou Canela, pois as cidades ficam uma do lado da outra.

Fomos almoçar no restaurante Vany, comida por kg e ótimo custo benefício. Depois saímos para conhecer o Museu do Perfume. Na verdade o local é uma loja que vende colônias e outros produtos (alguns até usam as mesmas fragrâncias de perfumes famosos). O museu mesmo não tem nada demais.

São apenas duas prateleiras com alguns frascos de perfumes famosos. Além disso, eles mostram uma apresentação em vídeo sobre o processo de fabricação dos perfumes. Na loja compramos um frasco de colônia, mas ainda assim, saí com a sensação de ter conhecido uma loja e não um museu.

Saindo de lá fomos conhecer o famoso chocolate Prawer. Na verdade, paramos por causa da indicação de um “Museu do Chocolate” que na verdade, como o Museu do Perfume, nada mais é do que um nome para atrair os turistas. Na Prawer não vi nada de Museu, apenas alguns produtos antigos e cartazes, mais parecido como uma coleção de embalagens, mas nada que chamou muito a atenção.

O interessante foi visitar a fábrica que fica no mesmo lugar. Depois de colocar uma touca, passamos por dentro da fábrica mesmo e não por vidros como na Florybal. Porém, não tivemos degustação então compramos produtos apenas para provar. Achei o preço muito alto e ainda preferi o planalto. É claro, gosto é gosto, cada um com o seu chocolate preferido! E em Gramado opções de chocolates é que não faltam!

Lojas e rua no Centro - Gramado

O frio e a preguiça voltaram, e fomos direto para a pousada Gramadense. Sair de lá para jantar? Não mesmo! Pedimos uma pizza por telefone (pizzaria Mão na Arte) e foi assim que acabou mais um dia de viagem.

15° dia – Gramado e Porto Alegre

Dia de ir embora de Gramado e Canela! Com certeza valeu a pena visitar as duas cidades. A estadia foi ótima e a cordialidade das pessoas também. Esqueci de comentar sobre o respeito com os pedestres. Nas duas cidades não há muitos sinaleiros (os sinais, semáforos ou faróis como conhecemos em São Paulo).

Porém, existem muitas faixas de pedestres e sempre que alguma pessoa atravessa a rua, mesmo sem o sinaleiro, os carros educadamente param para que as pessoas possam atravessar. Difícil ver essa cena em outros lugares!

Porto Alegre

Depois do almoço seguimos viagem para Porto Alegre e o caminho, mais uma vez com falta de placas, foi um pouco complicado.

De cara já deu para perceber que Porto Alegre é uma cidade bem desenvolvida, com muitos prédios, trânsito e muita gente. Fomos direto para um dos hotéis que pesquisamos na internet, hotel Elevado. Ele fica situado na Av. dos Farrapos e a primeira impressão tanto do hotel como da região não foi boa. Saímos de lá e fomos à rodoviária, atrás do Posto de Informações Turísticas, para tentar achar uma hospedagem.

Antes de viajar pesquisamos alguns hotéis em Porto Alegre e descobrimos um site chamado rota metrópole. O site fala sobre os descontos em hotéis no final de semana na cidade. Sendo um roteiro de turismo de negócios aos finais de semana a rede hoteleira de Porto Alegre dá descontos nas hospedagens para atrair a visitação.

Comentamos sobre o projeto e nos disseram que ele existia mesmo. As próprias atendentes do posto de informações turísticas nos disseram que a região ali próxima da rodoviária e avenida dos Farrapos era perigosa para ficarmos hospedados.

Pegamos outras indicações, dessa vez próxima à cidade baixa, região onde ficam concentrado os bares e é o reduto de estudantes na cidade. Os hotéis que encontramos no site rota metrópole, todos que fomos, não estavam mais cadastrados e os preços eram absurdos (por isso, não recomendamos esse site).

Os indicados pelo posto de informações turísticas também estavam cobrando valores muito altos. Não estávamos esperando isso visto que passamos por diversas cidades turísticas e mesmo pela experiência em outras metrópoles, achamos os preços muito altos para serviços muito baixos ou bem simples.

Dica: a grande maioria dos hotéis não tem estacionamento, então você tem que pagar por um dos muitos estacionamentos particulares. Mesmo as hospedagens que possuem estacionamento, na maioria das vezes, cobram um preço pela diária do veículo. Muitos hotéis também ou não possuem café da manhã ou o cobram a parte.

Acabamos ficando na cidade baixa, em uma espécie de hostel indicado pelo Posto de Informações Turísticas chamado hotel Ritz. Hospedagem sem café e sem estacionamento, bem simples que só ficamos mesmo por não termos outra  opção. Pelo menos a região era bacana e segura.

16° dia – Porto Alegre

Como falamos no post anterior, ficamos em um hotel bem simples em Porto Alegre, pela falta de opção e pelos altos preços das hospedagens. Como o hotel não oferecia café da manhã, acordamos e fomos até a padaria próxima comer um “cacetinho”. Não se assuste porque isso não é um palavrão! É como eles chamam o pãozinho francês.

Sede da Prefeitura- Porto Alegre

Corremos um pouco porque queríamos pegar o primeiro horário do ônibus turismo que percorre os pontos turísticos de Porto Alegre. O bom é que tivemos que andar apenas umas três quadras, então deu tempo de pegar o primeiro horário das 9h.

O ônibus de dois andares (sendo o segundo andar aberto) é bem estruturado e todo o percurso é feito com o acompanhamento de um guia. Existem auto-falantes espalhados pelo ônibus, portanto dá pra escutar direitinho as explicações.

Como o frio estava tenso, começamos o passeio em cima, mas depois descemos. No mesmo passeio estava uma turma de colégio, e um dos professores, pessoa finíssima, foi conversando com a gente e ajudando a explicar os pontos turísticos de Porto Alegre.

MARGS - Museu de Arte do Rio Grande Do Sul - Porto Alegre

O passeio durou aproximadamente 1h e passamos por parques, construções históricas, museus, o porto e rio Guaíba, o estádio de futebol, tudo isso dentro do ônibus – não existem paradas para descida. Por isso, o passeio é interessante apenas para se localizar e escolher quais pontos turísticos você quer conhecer.

À tarde saímos a pé rumo ao centro da cidade. Almoçamos um famoso churrasco gaúcho e aproveitamos para visitar O MARGS, inclusive uma exposição que estava acontecendo com um acervo muito rico, com algumas obras trazidas do MASP.

Casa de Cultura Mário Quintana - Porto Alegre

Saindo de lá passamos pela Casa de Cultura Mário Quintana e depois fomos ao Mercadão. Muito movimentado, cheio de produtos para chimarrão e até uma plaquinha em uma lanchonete dizendo: “temos o verdadeiro sanduíche de mortadela do Mercadão de São Paulo”.

O lugar é bacana, mas fica difícil a comparação com o Mercadão Paulista.  De lá, saímos em direção ao famoso Lago Guaíba e o céu estava a nosso favor. O dia havia amanhecido nublado, mas a tarde estava linda com o céu azul. Subimos então ao mirante da Usina do Gasômetro para esperar o pôr do sol.

Gaúchos vendo o Pôr do Sol no Guaíba - Porto Alegre

Muito interessante ver várias pessoas chegando para ver esse mesmo cenário. Realmente o Guaíba é a praia dos gaúchos! Descemos do mirante e ficamos em um banco de frente para o lago até o sol se por. Imagem fantástica. Linda mesmo! Conosco várias outras pessoas sentadas, tomando seus inseparáveis chimarrões ou os outros turistas tirando inúmeras fotos desse cenário tão bonito.

Pôr do Sol no Guaíba - Porto Alegre

Na volta, passamos em um dos bares da região, o boteco Natalício, com o tradicional chopp Brahma e gostosos salgados e porções em um ambiente bem interessante.

17° dia – Porto Alegre e Cambará do Sul

Após o café e depois da dificuldade de sair de Porto Alegre (muitas ruas do centro são mão única, então mesmo com o mapa fica ruim), saímos sentido Cambará do Sul. O dia parecia fechado, ainda mais quando passamos pela cidade de São Francisco de Paula.

A neblina estava encobrindo toda a cidade e como ela é pequena, parecia uma cidade fantasma. Paramos no posto de informações turísticas logo na entrada (muito bom) e passamos pela cidade para abastecer o carro e ir ao banco.

Dicas: 1 – Em Cambará do Sul você só encontra o Banrisul e Sicred. Por isso, prefira sacar dinheiro antes de chegar à cidade. São Francisco de Paula tem mais opções de bancos.
2 – Encha o tanque do carro em Porto Alegre, pois em Francisco de Paula e Cambará do Sul o preço do combustível aumenta consideravelmente.

Ao lado do portal de Cambará tem um carro amarelo feito de pedra e cimento. Parece que é uma lenda da região para São Cristóvão proteger os caminhoneiros na estrada.

Carro ao lado do portal da cidade - Cambará do Sul

Mais adiante seguimos para achar o posto de informações turísticas de Cambará. Ele fica na outra ponta da cidade, mas como ela é pequenininha chegamos lá em menos de 10 minutos. Pegamos as informações, achamos a pousada Bela Vista no mapa (o que não é nada difícil por que são pouquíssimas ruas na cidade) e maravilha, o lugar era lindo.

A pousada Bela Vista, tem apenas 6 chalezinhos, todos iguais e de madeira. Dentro, uma cama de madeira com um colchão agradável, vários cobertores e lençol térmico, TV, um sofá cama, uma ducha agradável e no lugar da lareira, um fogãozinho a lena bem antigo que traz todo o aconchego e charme para o lugar.

Chalé da Pousada Bela Vista - Cambará do Sul
Chalé da Pousada Bela Vista – Cambará do Sul

Saímos para amoçar no restaurante da Regina, na av. Getúlio Vargas e comemos um generoso “A la Minuta” que significa “prato feito”. Simples e muito bom. Na cidade não existe muitas opções de restaurante.

Voltamos para a pousada Bela Vista, descansamos um pouco e mais à tarde, de lá mesmo, vimos o pôr do sol. A vista do lugar é linda, voltada para dois lagos.

Para o jantar resolvemos pedir uma porção de petiscos na própria pousada e a beira do fogãozinho a lenha, abrimos um queijo e um vinho comprado em Bento Gonçalves.

18° dia – Cambará do Sul – Cânions

Acordamos já ansiosos para o passeio de hoje que estava prometendo: nossa primeira visita ao Cânion Itaimbezinho. Depois do café na pousada Bela Vista, passamos na padaria para pegar um lanche. A estrada estava asfaltada até a altura do Shopping Rural (um grupo de lojas de artesanato com um café com vista para o lago) e como estava garoando, paramos por ali para conhecer o local.

Dica: o Cânion Itaimbezinho fica aberto de quarta à domingo, das 9h às 17h, porém para a trilha do Cotovelo, a mais longa, o horário vai até as 15h.

Ficamos sabendo de uma apresentação que acontece no lugar com áudio e maquete do conjunto de Cânions da região. Bem interessante, pois no final uma pessoa entra na sala para explicar as formações dos Cânions e dar dicas de visitação.

Maquete dos Cânions no Shopping Rural - Cambará do Sul

Saímos e maravilha, o chuvisco havia passado. Decidimos continuar pela estrada de chão, mesmo com o tempo estando nublado. Do asfalto para o Parque Nacional dos Aparados da Serra são aproximadamente 18.5 km.

A estrada apesar de ser de terra não é complicada. Com carro normal (sem ser 4X4) andamos a 40 km/hora. Chegando a portaria, já tudo asfaltado, pagamos o estacionamento e a entrada por pessoa.

O Parque Nacional Aparados da Serra, onde fica o Cânion Itaimbezinho, possui uma boa estrutura. Logo na entrada uma casa com lanchonete (bons lanches naturais e outros produtos), monitores, sanitários e demais informações.

As duas principais trilhas são todas bem sinalizadas. A mais curta, a trilha do Vértice, tem nível fácil e uma parte dela é de concreto e a outra de chão. Durante todo o percurso existem mirantes para a parte mais fechada do Cânion Itambezinho e para a Cachoeiras Véu de Noiva.

Cachoeira Véu de Noiva - Cânion Itambezinho - Cambará do Sul

Dica: prepare-se! Leve água, protetor solar e um lanche. Em ambas trilhas o chão é de terra então mesmo com o tempo bom não há como evitar um pouco de barro. Vá com roupa apropriada para caminhada e tênis.

Cânion Itambezinho - Aparados da Serra - Cambará do Sul
Cânion Itambezinho - Aparados da Serra - Cambará do Sul

A trilha do Cotovelo tem o caminho mais extenso, cerca de 6 km ida e volta, mas o percurso é plano, aberto e também é de chão. Mesmo quem se cansa no meio do caminho é recompensado pela vista fantástica que pode ver no final. A visão do Cânion Itaimbezinho é muito maior, mais bonita e bem diferente de um mirante.

Os paredões de rochas verticais, íngremes, dão a sensação da grandiosidade do lugar. Sem dúvida uma visão diferente e espetacular. É difícil imaginar que o Parque Nacional Aparados da Serra, um lugar tão especial e único, não é conhecido pela grande maioria dos brasileiros.

Curiosidade: os Cânions surgiram durante a separação da América com a África através do movimento das placas tectônicas, onde formaram-se esses paredões íngremes aparados pelo magma que saía e se resfriava rapidamente, abrindo as fissuras nas rochas.

Cânion Itambezinho - Aparados da Serra - Cambará do Sul

Importante: ouvi um guia se lamentando por algumas pessoas não terem o respeito e cuidado devido com os patrimônios naturais como esse. Falou sobre alguns fazerem questão de escrever em pedras ou em árvores (pra que isso?), o lixo e diversos outros problemas que o homem acaba trazendo. Uma coisa que me chamou a atenção foi ele falar que muitos que vão ao lugar jogam uma pedra no abismo para ver se faz barulho.

Nessas e outras, ele disse que já encontrou muitas vezes ninhos de passarinhos destruídos e pequenos animais como macaquinhos feridos. Antes disso eu havia visto um pai incentivando o filho a jogar uma pedra dentro do Cânion Itaimbezinho e não havia me tocado de tantos problemas que esse gesto simples poderia trazer, então fica a dica de que independente do lugar, não interfira em nada daquilo que está ali para ser contemplado.

Cânion Itambezinho - Aparados da Serra - Cambará do Sul

Ficamos um bom tempo sentados e aproveitando a paisagem. Fizemos nosso lanche, recolhemos nosso lixo (muito importante sempre fazer isso!) e voltamos com a sensação de dever cumprido, o dever de conhecer um lugar fantástico como esse!

Cansados e satisfeitos pelo passeio, voltamos para pousada Bela Vista e pedimos uma pizza por telefone.

19° dia – Cambará do Sul – Cânions

Hoje acordamos empolgados para conhecer o Parque Nacional da Serra Geral, onde fica o Cânion considerado por muitos o mais bonito da região sul do Brasil, o Cânion Fortaleza que chega a ter 900 metros de altura.

Parque da Serra Geral – Cânion Fortaleza

Dica: Não existe nenhuma infra-estrutura no Parque Nacional da Serra Geral (esqueça sanitários, lanchonete, monitores, não tem nada), portanto leve tudo que irá precisar para fazer as trilhas, inclusive um lanche, água, frutas e outros alimentos caso programe ficar por um bom tempo.

Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul

Prepare-se, pois a estrada para ir ao Parque da Serra Geral é bem pior do que para o Parque Aparados da Serra. O máximo que você anda com o carro é 30km/hora, com alguns trechos andando a 10 km/hora. São muitas pedras e barro pelo percurso.

Estrada para chegar ao Cânion Fortaleza - Cambará do Sul

Dica: existem duas trilhas principais e que podem ser feitas sem guia (porém para quem não está acostumado a fazer trilha é aconselhável, mesmo para essas duas, a contratação de guias. Se informe no Posto de Informações Turísticas da cidade). Arriscamos o bom faro e fizemos o percurso sozinhos, sem o guia.

Só soubemos que estávamos próximos do Cânion Fortaleza porque vimos alguns carros parados e a estrada terminou. Paramos o carro e saímos por uma pequena trilha à esquerda. As cidades que fazem parte dessa região formam o roteiro dos Campos de Cima da Serra e realmente a vegetação que notamos em toda região são campos imensos, com as grandes árvores araucárias.

Saindo do carro já notamos o final do campo. Dá para perceber onde ficam os Cânions. Esse mirante à esquerda fica bem próximo de onde as pessoas costumam deixar o carro. Andamos um pouco e já chegamos na boca do abismo, na ponta do imenso Cânion Fortaleza. Enooorme! Magestoso! Uma imagem que vai ser difícil de tirar da cabeça!

Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul
Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul

Mas o mais bacana ainda estava por vir. Esse só é um gostinho que os visitantes têm ao chegar ao lugar. Na verdade, existem 2 trilhas principais. Primeiro, a Trilha do Mirante que é feita pela maioria das pessoas e que mesmo sendo a mais fácil, são aproximadamente 1,5 km de subida para chegar ao topo de uma montanha rochosa onde temos a vista do mirante. Então tem que ter fôlego e estar com roupa e principalmente calçado adequado.

Na trilha, o vento é muito forte e a sensação térmica é de muito mais frio. O caminho todo é barrento com lodo e é impossível não se sujar um pouco. A sensação ao chegar ao mirante é como se você estivesse no céu. A visão de 360◦ de todo o Cânion Fortaleza é maravilhosa e em dias sem neblina dá para avistar parte do litoral gaúcho como a cidade de Torres.

Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul
Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul

Ficamos um bom tempo por ali, admirando cada pedacinho da paisagem. É difícil dizer qual lado ou qual ângulo é mais lindo. Para todo lado que você olha a imagem é espetacular!

Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul
Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul

Saímos de lá, mais lodo e lama para passar. Estávamos receosos de fazer a Trilha da Pedra do Segredo pois soubemos que para chegar próximo à pedra teríamos que atravessar um rio, próximo da queda da cachoeira do Tigre Preto.

Dica: para chegar na trilha da Pedra do Segredo, fique atento à uma pequena placa de madeira na estrada sentido o Cânion Fortaleza. Cuidado para não passar despercebido. Existe uma espécie de acostamento também para deixar o carro.

Já estávamos lá e nosso espírito aventureiro falou mais alto. Fomos de encontro a Pedra do Segredo. No meio do caminho conhecemos algumas pessoas que também estavam fazendo a trilha e fomos todos juntos.

Cânion Fortaleza - Parque Nacional da Serra Geral - Cambará do Sul

Dica: muitas famílias vão até o lugar e levam crianças. Porém, o lugar não é adequado para crianças pequenas pois não há estrutura e a dificuldade das trilhas é alta, portanto, pense bem antes de cometer esse erro. É mais aconselhável para famílias o Cânion do Itambezinho por ter mais segurança (as bordas do Cânions são todas protegidas por corda) e existe uma melhor estrutura (com sinalização, sanitários, lanchonete, etc).

Na trilha, logo ouvimos um barulho de água que daria na cachoeira. A travessia do rio, parte mais perigosa (cuidado, as pedras são um pouco afastadas umas das outras e muito escorregadias) fica bem no topo de onde cai a cachoeira do Tigre Preto. Por isso, na beira do precipício, dá para ver parte da queda e a fumaça de água. É muito perigoso – e emocionante!

Cachoeira do Tigre Preto - Cânion Fortaleza - Cambará do Sul

Feito a travessia, mais um trecho de trilha (e mais lama e lodo) e chegamos a uma espécie de mirante da cachoeira do Tigre Preto. Enorme e linda. Quando você chega nesse mirante e visualiza o tamanho da cachoeira que acabou de atravessar – na beira da queda ! – é uma pura sensação de aventura!

Mais para frente a Pedra do Segredo. A pedra fica um pouco distante, por isso parecia que ela era menor do que o tamanho que estávamos esperando. O segredo da pedra é saber como ela consegue se equilibrar em uma base que tem 50 cm de largura, sendo que ela pesa algumas toneladas. Mais uma artimanha da natureza.

Pedra do Segredo - Cânion Fortaleza - Cambará do sul

Voltamos pela mesma estrada crítica da ida e chegamos na cidade de Cambará do Sul já por volta das 18h.

Só deu tempo para comer um lanche na cidade, voltar para o chalé da pousada e se aquecer naquele frio danado que estava fazendo. Mais um dia perfeito.

20° dia – São José dos Ausentes e Urubici

Dia de recolher as coisas e seguir viagem. Cambará do Sul, sem dúvida, foi um dos lugares mais peculiares e lindos que já vimos até hoje. Antes de seguir, paramos no Posto de Informações Turísticas de Cambará para ver a rota mais fácil para chegarmos à Urubici, nosso próximo destino. Por sorte, encontramos por lá duas pessoas que estavam vindo da região de Urubici e nos aconselharam a pegar a estrada sentido São José dos Ausentes.

São José dos Ausentes

Apesar de falarem sobre a condição da estrada, a impressão real foi bem pior. Uma estrada sem fim de terra e cascalho que não acabava nunca. Ela tem vários níveis, alguns até razoavelmente bons, mas a maioria em condições ruins. Em compensação a paisagem é linda. Muita natureza, campos, animais, flores e árvores.

Estrada Cambará do Sul - São José dos Ausentes

São José dos Ausentes – Pico do Monte Negro

Paramos em São José dos Ausentes apenas para abastecer o carro e parar no Posto de Informações Turísticas logo na entrada da cidade. Com algumas atrações convidativas, optamos por ir apenas em uma delas, o Pico do Monte Negro, ponto mais alto do estado do Rio Grande do Sul.

Mais estrada de terra e só soubemos chegar lá porque fomos contando a distância em quilômetros desde o Posto de Informações. Na entrada, uma porteira fechada e uma plaquinha singela indicavam que ali era o caminho. Abrimos a primeira porteira, um pouco receosos, e seguimos a estradinha. Mais para frente outras porteiras, gado e cavalos na estrada e até um rio pequeno para atravessar com o carro ( pura aventura!!!).

Pico do Monte Negro - São José dos Ausentes

A região é conhecida como Rota dos Campos de Cima da Serra, em que Cambará do Sul, São José dos Ausentes e o Pico do Monte Negro fazem parte. Chegando ao Pico tivemos a sensação que seríamos levados pelo vento. O vento é bem forte e a vista maravilhosa! Dá para ver, em dias de céu aberto, a cidade de Torres e parte do litoral gaúcho. O lugar é descampado e na beira você chega em um grande Cânion.

Ficamos por um bom tempo admirando o cenário, comemos um lanche que havíamos levado e seguimos viagem.

Pico do Monte Negro - São José dos Ausentes

Entrando em Santa Catarina já vimos o visual mudar. A estrada antes cheia de araucárias ficou tomada por muitas plantações de maçã. Seguimos direto para a cidade de Urubici, para a pousada Arcanjo Rafael.

Urubici – pousada Arcanjo Rafael

Os donos da pousada Arcanjo Rafael (em especial a dona) são de uma simpatia sem igual. Muito atenciosos e cheios de delicadezas com os hóspedes. A pousada fica integrada com a casa dos donos. Ficamos em um quarto aconchegante, bem bonitinho, com TV, lençol térmico, banheiro e decoração acolhedora.

Os donos da pousada deram várias dicas de restaurantes para ir e o primeiro escolhido foi um lugar bem simples, na avenida principal, com comida caseira farta. Opção boa para matar a fome de viajantes que estiveram na estrada o dia todo.

21° dia – Urubici

Acordamos com o tempo fechado em Urubici, mas para compensar fomos servidos com um ótimo café da manhã na pousada Arcanjo Rafael, com tudo feito pela dona da pousada (destaque para o pão de queijo e os bolos). Apesar da garoa forte, fomos dar uma volta na cidade. O primeiro lugar que paramos foi na igreja de Urubici. Muito bonita e diferente.

O que fazer em Urubici – pontos turísticos

De carro, seguimos pela avenida principal até o Posto de Informações Turísticas da cidade. Nos informaram que o caminho para a Pedra Furada, o principal ponto turístico da cidade, estava interditado devido a um deslizamento provocado pela chuva de alguns dias antes. Lamentável, mas não dá para evitar alguns contratempos na viagem.

No início da tarde seguimos para a estrada que liga Urubici à São Joaquim para ver alguns pontos turísticos da região. Paramos primeiro na Cascata do Avencal. Ela fica em uma propriedade particular, por isso a entrada é paga. O lugar parecia ter boa infraestrutura mas devido à chuva, só fomos em duas das plataformas de onde dá para ver a cascata de cima. Muita linda e bem grande.

Cascata do Avencal - Urubici

Saindo de lá a chuva deu uma trégua e paramos na estrada em um lugar onde existem algumas Inscrições Rupestres. Interessante, mas como o lugar não tem proteção e nem infraestrutura, qualquer pessoa poderia rabiscar a parede, por isso ficou a dúvida sobre a veracidade de todas as figuras.

A última parada foi o mirante da estrada, onde tem-se uma visão completa de toda a cidade de Urubici.

Cidade de Urubici

Para jantar, optamos mais uma vez pela dica dos donos da pousada Arcanjo Rafael e fomos parar na Galeteria Santo Antônio e aqui venho deixar com vocês a nossa total satisfação. Um ambiente bonito e aconchegante, ótimo atendimento, comida muito suculenta e preço acessível. Oferecem a opção de rodízio e pratos fechados. Pedimos o prato fechado e além de uma deliciosa massa, nos serviram um ótimo galeto, saladas e outros acompanhamentos. Saímos de lá com vontade de voltar.

Depois do ótimo jantar, o dia acabou com muitas cobertas para escapar do frio.

22° dia – São Joaquim, Serra do Rio do Rastro e Bom Jardim da Serra

Depois de aproveitar mais uma vez o delicioso café da manhã caprichado da pousada Arcanjo Rafael, juntamos nossas malas e nos despedimos de Urubici. Chegando em São Joaquim fomos direto ao Posto de Informações Turísticas para pegar informações sobre lugares na cidade. Fomos primeiro no Parque Nacional da Maçã, um complexo onde acontecem eventos. Paramos lá dentro em uma feirinha de artesanato e quitutes.

São Joaquim – a terra da maça

Ao lado do Parque Nacional da Maçã fica a Estação Experimental de São Joaquim. Chegando lá falamos para um segurança que queríamos visitar o lugar e ele mesmo, muito gentil, nos guiou pelas instalações. Para começar, conhecemos a primeira macieira de São Joaquim, trazida do Japão. 

Depois, fomos visitar as plantações de maçã e de outras frutas que são fonte de estudo dos pesquisadores que trabalham ali.Não era época de colheita e por isso todas as macieiras que vimos estavam secas. Mas para compensar, visitamos uma estufa com algumas macieiras que estavam florescendo. São dessas flores que nascem as maçãs.

Por indicação do segurança, seguimos para visitar uma das cooperativas de maçãs de São Joaquim e chegamos na Cooperativa Sanjo. Paramos na loja da Sanjo para comprar maçãs. Enormes e vermelhinhas elas são de dar água na boca. Fomos até a portaria da Cooperativa Sanjo e pedimos para fazer a visita.

Depois da nossa insistência de viajantes, fomos recebidos por um funcionário que nos cedeu uniformes e toucas e nos guiou por toda a fábrica, cheia de maçãs, mostrando e falando sobre todo o processo de colheita, seleção, limpeza e armazenagem. Uma super aula para nós.

Serra do Rio do Rastro

Continuamos nossa viagem, dessa vez em direção à famosa Serra do Rio do Rastro. A expectativa era grande para conhecer o lugar. Porém, ao chegar ao mirante no topo da serra, que fica na beira da estrada, um super problema: a neblina estava tão forte que mal víamos um metro adiante dos nosso olhos. Não dava para ver nada.

Ficamos um tempo por ali pensando no que poderíamos fazer. Na verdade foi um bom tempo. Fomos até as lojinhas do mirante da Serra do Rio do Rastro (o lugar tem boa infraestrutura) e tomamos um chocolate para esquentar. Não adiantou. Apesar da neblina diminuir depois de algum tempo, a estrada até o litoral estava completamente coberta.

Para não perder essa atração resolvemos voltar até a cidade de Bom Jardim da Serra para passarmos a nossa noite. A cidade é bem pequena, tem pouquíssimos hotéis e só achamos um restaurante. Ficamos no hotel Morada dos Pinheiros que não recomendamos para ninguém. Bem simples, móveis super antigos e o preço alto.

Além disso, no outro dia fomos surpreendidos pela cobrança do aquecedor que, além de não terem nos avisado que era cobrado à parte, o valor desse “aluguel” foi um terço da hospedagem. Nenhum hotel até então tinha cobrado pelo uso do aquecedor. Infelizmente alguns proprietários de hospedagens não sabem atender nem precificar seus serviços.

23° dia – Serra do Rio do Rastro, Praia do Rosa e Curitiba

Quando acordamos em Bom Jardim da Serra a temperatura foi uma surpresa! O termômetro havia chegado a -5°C o que deixou nosso carro coberto por gelo. Seguimos para a Serra do Rio do Rastro e o cenário do dia anterior havia mudado completamente. O céu azul, sem nuvem e sem nenhum indício de neblina resultou em um mirante fantástico para a Serra.

Serra do Rio do Rastro

A Serra do Rio do Rastro é muita linda. Não dá vontade de sair dalí. Do mirante no alto da serra avistamos todas as curvas sinuosas da estrada até perdermos de vista sua continuação.

Dica: A região de Urubici e São Joaquim é conhecida como uma das mais frias do Brasil. Por isso, não se esqueça da blusa e acessórios como toucas e luvas. Além disso, durante a madrugada a temperatura cai mais ainda, então aproveite para acordar cedo e dar uma olhada nas plantas e árvores que muitas vezes ficam com cobertas por gelo. No caso do carro, a dica é jogar água morna para derreter o gelo no para-brisas.

Dica: A Serra do Rio do Rastro é famosa por ficar toda iluminada à noite. Por isso, visite o lugar duas vezes: durante o dia e à noite.

Descer a Serra é um passeio imperdível. A paisagem é de tirar o fôlego. A Serra do Rio do Rastro é cheia de curvas e mirantes fantásticos.

Importante: Devido o frio, não se espante por encontrar muito gelo no caminho. Por isso, a cautela na direção é fundamental.

Gelo na Serra do Rio do Rastro
Gelo na Serra do Rio do Rastro

Praia do Rosa

Chegando próximo ao litoral seguimos para a praia do Rosa (que fica na cidade de Imbituba). A praia é famosa por ser frequentada por surfistas e por ser considerada um berçário de filhotes de baleias.

O acesso é um pouco difícil. Entramos em várias ruazinhas que mais pareciam um labirinto, mas no final, chegamos! A praia do Rosa não é muita extensa o que a torna especial. Paramos em um dos quiosques e aproveitamos para almoçar. Ficamos ali por um bom tempo, mas nada de avistar baleias.

Praia do Rosa
Praia do Rosa

Curitiba

Pegamos novamente a estrada e fomos para Curitiba.

Chegando na cidade de Curitiba fomos direto para o hotel Brasília, no centro da cidade, que em outra ocasião já havíamos conhecido e aprovado. Porém, não havíamos feito reserva e os quartos já estavam lotados. Circulamos pelo centro e paramos no hotel Doural. O preço era convidativo e o tamanho também. Pura enganação! O hotel é bem antigo, e os quartos idem. Não recomendamos.

À noite fomos jantar no Shopping Estação, lugar bem diferente. Parte do shopping é a antiga ferroviária de Curitiba, por isso, fica exposto dentro do shopping um trem – maria fumaça. Além disso, o shopping conta com um Museu da Farmácia, Teatro de Bonecos para as crianças e uma loja bacana para colecionadores.

24° dia – Curitiba…fim da viagem!

O último dia da viagem não começou muito bem. Isso porque tivemos um problema sério no hotel Doural em Curitiba. Nosso carro foi entregue com o vidro quebrado e o hotel não se responsabilizou por nada e o atendimento não foi apropriado. Infelizmente saímos com uma péssima impressão do Hotel Doural. Sem dúvida foi nossa pior estadia durante a viagem.

Apesar do problema não nos deixamos abalar e fomos aproveitar o restinho do dia em Curitiba. Depois do almoço, já cansados e com a chuva que não parava, decidimos seguir o caminho para São Paulo.

Ao final da nossa viagem, voltamos para casa com uma sensação maravilhosa de ter conhecido um pouquinho mais do Brasil. A região sul agrada qualquer tipo de viajante. São muitas atrações diferentes que você encontra por lá.

Além disso, nos surpreendemos muito com Treze Tílias, Cambará do Sul, Serras Gaúchas e tantos outros lugares especiais que passamos. No final, a nossa bagagem voltou cheia de fotos maravilhosas, recordações inesquecíveis e experiências de vida únicas. Valeu muito a pena!

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Casal ILoveTrip

Fundadores do blog, Carla e Erval viajam juntos juntos há mais de 15 anos. Com o passaporte carimbado em 45 países, adoramos falar e dar dicas sobre nossas andanças pelo mundo. Saiba mais

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